O Linho: da pré-história à pós-modernidade

O linho, quem diria, está de volta! Sustentável e ecológico, é também associado ao luxo e à riqueza. A fibra foi descoberta há mais de 36.000 aC, conforme registros históricos recentemente descobertos. O tecido teve seu uso constatado até em construções de moradias pré-históricas e agora volta às tendências simbolizando um retorno ao natural e à espiritualidade.


Um dos mais antigos tecidos conhecidos pelo homem – é usado em roupas desde 8.000 aC e registros datam as primeiras fibras de linho tingidas de 36.000 aC. Suas tramas acompanharam a história da humanidade de perto: era popular no Egito antigo, usadas como vestuário e também como um tecido de enterro no qual as múmias eram embrulhadas.

Os fenícios exportaram para a Europa entre os séculos 12 e 8 aC, onde começou a tradição de produção de linho nesse continente.


O linho é o tecido vegetal mais antigo da história do homem. É feito a partir das hastes da planta de linho e era um têxtil amplamente utilizado e muito importante antes do algodão e outras fibras.

A fibra era fundamental para a antiga sociedade egípcia, reverenciada pelas tribos de Israel, produzida na Irlanda do século XII e hoje tem muitos mercados bem estabelecidos em toda o mundo.

Desde então, o linho se integrou na sociedade como um tecido de luxo, bem como uma ferramenta utilitária, usada para pano de vela, redes de pesca e cordas.

Devido à sua durabilidade e resistência, os fios de linho são utilizados nas mais diversas confecções, encontram-se roupas de cama, tecidos para estofados, panos de cozinha, cortinas ou mesmo roupas feitos desse material.

Com a chegada dos linhos mistos, hoje ele é bastante requisitado porque, além de ser resistente à sujeira, é fácil de lavar, amassa pouco e tem um toque mais agradável que a fibra pura.

A história duradoura do linho acompanha a durabilidade das próprias fibras, já que é a única fibra que é mais forte molhada do que seca.

  • Pode ganhar até 25% do seu peso em água;

  • Menos propensos a se agarrar à pele por ser um tecido mais grosso;

  • À medida que resseca, torna-se frio e ondulado, de modo que a pele é continuamente tocada por uma superfície fria, perfeita para climas quentes, úmidos e secos.

  • Não estica e é resistente à abrasão;

  • Muito durável e forte, um dos poucos tecidos que é mais forte molhado do que seco;

  • Resistente a traças e besouros de tapete;

  • Fácil de cuidar porque resiste a sujeira e manchas;

  • Pode resistir a altas temperaturas com retração inicial apenas moderada


O linho está entre os tecidos mais ecológicos que existem, pois é preciso poucos produtos químicos em sua produção, quase não há desperdício de material durante a confecção dos fios posto que o que não é utilizado pode ser aproveitado em outras indústrias, como papel e cosméticos, e o próprio cultivo é renovável, não inutilizando a terra onde é plantado.

Para produzir o tecido de linho, apenas as melhores fibras são usadas, mas outras partes não são desperdiçadas, e, justamente por isso, o tecido de linho é considerado ecológico e a planta de linho é muito apreciada.

As partes remanescentes – sementes de linhaça, óleo, palha e fibras de baixa qualidade são usadas na produção de uma ampla gama de produtos: sabão, óleo saudável a papel e até mesmo ração para gado.

Na Europa a febre do linho vem forte há anos, entretanto, no Brasil encontra resistência, além de ser considerada cara. Por isso quem faz Moda terá que avaliar os riscos.

Uma moda mais sustentável com materiais de qualidade, clássicos e de duração prolongada está cada vez mais em voga, tendências que reforçam o uso do Linho.

Para finalizar, se você é daqueles que adora roupa com significado, fibras naturais e conceito elevado vale a pena incorporar e usar!

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